Arquivo Mensal: Abril 2016

Parecer da CT sobre Balanço Social da UA – 2015

A Comissão de Trabalhadores da Universidade de Aveiro, dando seguimento a um pedido da Administração da UA, emitiu um parecer escrito, nos termos do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 190/96, de 9 de outubro, sobre o Balanço Social referente ao ano de 2015.

Do referido parecer transcrevemos o último capítulo “Apreciação global e propostas finais”, sendo que o texto completo pode ser consultado aqui.

Capitulo 6 – Apreciação global e propostas finais

Da análise feita ao documento Balanço Social, a Comissão de Trabalhadores da Universidade de Aveiro dá parecer favorável ao Balanço Social referente ao ano de 2015, pois o mesmo, é não só uma boa prática de gestão, como referido anteriormente, mas também se constitui como um documento capaz de proporcionar informação atual, válida e relevante sobre a situação social que caracterizou em 2015 a Universidade de Aveiro.

Apreciação global
Sendo o documento essencialmente estatístico, seria desejável que o relatório produzido pelos SGHRF fosse mais detalhado em alguns pontos, apresentando explicações, justificações ou dúvidas que completassem a frieza dos números.
A Comissão de Trabalhadores entende que a Universidade de Aveiro deve ter o seu plano anual de formação com base no levantamento de necessidades de formação, em articulação com as suas prioridades, funções essenciais e objetivos estratégicos e operacionais. No entanto, não deve deixar de tentar cumprir os princípios que regem a formação profissional na Administração Pública (Decreto-Lei n.º 50/98 de 11 de março), nomeadamente os princípios da universalidade e da multidisciplinaridade. Deve também desenvolver esforços no sentido de permitir a todos os trabalhadores o cumprimento do direito e dever de formação profissional. Considerando a capacidade instalada, a escassez de recursos para a formação profissional e a possibilidade de aproveitar a oferta formativa para dar formação aos trabalhadores sugerimos que a formação interna seja articulada com a oferta formativa.
A Comissão de Trabalhadores entende que a Universidade de Aveiro deveria equacionar a implementação de um serviço interno de segurança, higiene e saúde no trabalho. A não realização dos exames de cessação de funções poderá estar relacionada com o facto de os trabalhadores estarem pouco sensibilizados para o tipo de riscos ocupacionais a que estão expostos. Propomos que as situações de doença crónica sejam enquadradas pela medicina do trabalho de modo a que possa haver um contributo institucional para o seu controlo, diminuindo os dias de ausência por doença natural e melhorando o bem-estar no local de trabalho. Propomos também que as consultas de medicina no trabalho não sejam um mero elencar das situações relevantes dos exames efetuados, mas sirvam para um acompanhamento médico efetivo do trabalhador.
Deverá ser esclarecida a inconsistência relativa à quantificação dos dias de ausência ao trabalho por acidente de trabalho ou doença profissional reportados no quadro 15 e os valores reportados nos quadros 19 do Balanço Social.
Devemos também reforçar alguns aspetos referidos nos pontos, ao longo da análise feita:
• É positiva a diminuição de trabalhadores sem contrato estável, mas ainda assim preocupante a elevada existência de mais de 25% dos trabalhadores nesta situação.
• É preocupante que a taxa de envelhecimento, efetivos com idade igual ou superior a 55 anos, no ano de 2015 se situe nos 22,4%, tendo aumentado 3 pontos percentuais em relação a 2014 e 3,8 pontos em relação a 2011. Se projetarmos esta tendência de aumento acelerado para daqui a mais 4 anos, teremos uma taxa de envelhecimento de quase 40%. No caso especifico dos trabalhadores com vínculo de Docente, a situação é ainda mais alarmante pois a projeção indicia que daqui a 4 anos 60% dos docentes terão mais de 55 anos. Deveria existir um quadro que nos permitisse estudar, por departamento, a idade média dos docentes por forma a poderemos perceber qual os mais jovens e os mais envelhecidos.
• Consideramos grave o fato de o número de exames médicos ter diminuído significativamente em relação a 2014, pelo que gostaríamos que fosse disponibilizada mais informação que possa justificar esta redução.

Propostas finais
Como propostas finais para a execução de um futuro Balanço Social, a CT considera que os pontos 8 e 9 do capítulo 1 carecem de um outro tipo de estudo e levantamento de dados:
• (8. Trabalhadores estrangeiros) – Consideramos que na conjuntura atual e no compromisso que a UA deverá estabelecer com a sociedade civil, seria importante perceber que tipo de trabalho tem sido feito em prol da integração de estrangeiros.
• (9. Trabalhadores portadores de deficiência) – O levantamento feito não permite compreender que tipo de acompanhamento a UA oferece, que iniciativas foram tomadas para melhorar a sua integração nos seus postos de trabalho, se as condições físicas e materiais dos locais de trabalho em particular e do espaço da UA em geral estão bem adaptados e representam segurança suficiente para estes mesmos indivíduos.